Vou indo
*Contém palavras e palavrões Eu tinha tanta coisa a dizer com 13 anos, então peguei a caneta e comecei a escrever. Entre mágoas, solidão e o sentimento de vazio que me seguia, cresci com uma boa mãe e mesmo assim com uma cabeça fodida, que me fazia pensar que eu não era capaz, enquanto morava numa cidade que me fazia crer que eu era tão exótica e eu sofri por isso. Crente das minhas convicções, permaneci como tinha que permanecer e sem temer, fiz o que devia; não me arrependo. Quando criança, calava-me diante os desafios, era muito tímida e permitia que fizessem qualquer coisa comigo. Esse é o tipo de merda que impregna em você mesmo que você não queira, além de outras frustrações, como a separação dos meus pais e como o meu pai foi um escroto comigo. Então aqui estou eu, diante o futuro com fantasmas do passado. Esses que eu jurei que não me seguiriam, mas de repente, eles me fazem visitas. Eles sentam na mesa que sento, comem a comida que ...