Entre coxas e bocas

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Entre as minhas coxas escorre um líquido transparente. 

Esse que por anos, nunca vi e até pensei que ele não existisse dentro de mim. Agora salga a boca do meu amor, todas as vezes que ele se dedica em me dar prazer e sua dedicação, me faz viajar para longe, com uma sensação que me faz rebolar o quadril e respirar mais fundo. Suas mãos por sua vez, me seguram porque ele sente, prevê o que está por vir. Extasiada, observo como ele tenta não deixar o líquido transbordar em sua boca, embora às vezes flui em grandes quantidades molhando colchões e sua barba. Com um beijo sinto meu gosto, sei o que ele sente, quero senti-lo também.

Não foi difícil perceber a minha sexualidade bilateral, mas ainda que eu admirasse algumas belezas, nunca tive vontade de me aventurar com o ser masculino. Até que ele apareceu e tudo mudou. Juntos, mesmo que não virgens, mergulhamos em algo nosso, que nunca havíamos sentido. Não demorou para eu me dar conta que não era só sexo, também tinha amor, e com sentimento nos permitimos ainda e cada vez mais.  

É esse sexo que molha, arrepia, que vai além da nossa genitália. Que nos faz sentir o corpo inteiro um do outro todas as vezes e ainda assim não nos cansamos. Emana uma energia mútua e verdadeira que me faz pensar que o prazer tem nuances, véus e algumas vezes até paredes para serem quebradas e reconstruídas. Ao lado dele, eu me construo e reconstruo sempre, me permito sentir e fazer coisas jamais feitas. Eu me delicio. Então senti-lo dentro de mim nos faz suspirar e é também, neste exato momento, que totalmente entregue, eu sinto o amor. Isso me humanizou, de um modo que ter alguém que corteje o meu corpo porque me deseja e me ama, faz eu me desprender de arramas e medos singelos, como por exemplo, deixar fluir o meu líquido transparente. 


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