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Mostrando postagens de fevereiro, 2014

Tão presentes

 O quanto eu sou feliz?  Eu tento esquecer a dor mas não consigo  Ela simplesmente está presente na minha cicatriz  E eu insisto em achar que isso é algo comigo  Eu tenho uma mente tão perturbada  Que nem mesmo meus olhos cansados negam  Às vezes eu só quero fugir da realidade e mais nada  Mas a tristeza que me toma é a mesma que me cega

02/02

 Naquele momento eu me sentia terrivelmente estranha, fora de nexo e lugar. Me sentia feia, terrivelmente gorda e meus olhos tentavam não procurar o espelho, acho que eu não suportaria ver o meu reflexo tão triste. Tinha crises de choro incompreensíveis, temporárias e repentinas e eu simplesmente não entendia, mas sabia que a dor era insuportável dentro de mim. Eu não tinha autoestima, não tinha necessidade de me cuidar e menos vontade ainda de viver. Tudo que eu queria aquela hora, era poder sair de casa e ir para algum lugar. Algum lugar longe de toda a dor. Ou talvez, ficar ali no meu quarto, deitada para sempre, vivendo aquela dor e angústia horrível. Mas eu queria sair, procurar novos ares fugindo de tudo, procurando abrigo nos braços de quem conheço, mas nunca se quer toquei. Eu queria mais do que tudo fumar, tragar aquela fumaça horrível a deixando atingir o meu pulmão mesmo sem poder fazer isso, eu queria também beber, beber qualquer coisa alcoólica que me fizesse bem por ...

Passarinho

Mas eu, só sou um pássaro Cortaram-me as asas Pra eu deixar de voar Tiraram-me um pedaço Trancaram-me numa gaiola E me obrigaram a cantar E toda essa dor me fez desanimar Não tem porque cantar Eu só vivo a lamentar

Estranhamente mal

 Algo me sufocava, talvez fosse a culpa e eu implorava por ajuda. Os minutos se passavam tão devagar que eu podia sentir a dor aumentando a cada segundo que eu suspirava e aquilo estava me matando. Eu não queria ver pessoas, não queria falar com ninguém e precisava mais do que nunca, chegar em casa. Cada passo meu, era uma pontada, acho que eu podia até ouvir o barulho que eles faziam porque pra mim, eram estrondosos. Queria correr mas não tinha coragem, queria gritar mas eu não podia e mais do que tudo, eu queria fugir mas não sabia para onde eu poderia ir. Aquilo estava me sufocando, mal tive vontade de abrir o portão da minha casa, eu só queria a minha cama e eu entrei o mais rápido possível, assim, silenciosamente e sem fazer pampeiros. Deitei na minha cama, deitar era um alívio. Eu estava tão indisposta, tão enjoada, tão ridícula e eu tinha vontade de chorar mas não conseguia fazer as lágrimas saírem, talvez eu tenha segurado um pouco também. Mal tinha coragem para trocar de ...

E aí, chapas?

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                                                                                                    "[...] ora flor, por que me olhaste assim? Não quero suas lágrimas nem suas tristezas. Ainda não compreendeste? Aqui é cada um por si, é onde o filho chora e a mãe não vê. Aqui, você tem que apenas sobreviver, e viver é a arte de quem sabe se equilibrar entre o mal e o bem querer. Amém, flor, a dor é menor do que parece a você, o choro é noturno e o sorriso, vem pela manhã. Amém..."