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Mostrando postagens de dezembro, 2022

vinte e um e muita vida

       Um dia você vai notar que tudo mudou desde que fui embora. Que esse sentimento que guarda, é por alguém não existe mais e que a dor te obrigou a mudar mais uma vez. Vai notar que nenhum corpo é como o meu, que nenhuma boca beija como a minha, que nenhum olhar será igual o meu. Quando acordar ao lado de mais uma pessoa, se dará conta que o casual, é a casualidade que encontrou para esquecer a última vez que estive deitada aí e olhei no fundo dos teus olhos dizendo que te amava. É claro que por um tempo, você não acreditou no amor e um dia desacreditou até do meu, porque parti. Dessa vez eu peguei o ônibus primeiro. São dores que causei sem intenção, mas assumo a responsabilidade e em algum momento, tudo que vivemos deixará de fazer sentido e você irá se acostumar com essas bocas que beijam rápido demais e essas mãos que são apressadas, quase se esquecendo que te beijei sob a luz da lua e te toquei devagarinho. Quando se lembrar e não machucar mais, estará curad...
       Às vezes entro num completo estado de dormência, noto tudo mas não sinto nada. Foi a forma que encontrei de permanecer indiferente diante situações que não me cabem. Tento tanto não fazer questão, que acabo não fazendo mesmo. Dou sorrisos amarelos, digo meia dúzia de palavras e aguardo até o fim da refeição. Só não digo que já desistiram de mim, porque na verdade, nunca se importaram de fato. Nunca houve um momento em que realmente fizessem questão da minha presença. É por isso que eu fui neutralizando as minhas expectativas, matando minhas tentativas de me inserir num lugar que não me cabe e que nunca se esforçou para me caber. Abraços frios, agora me cumprimentam com beijos no rosto, somente quando é conveniente. Isso não me satisfaz. Queria mais, eu queria de verdade. Mas já que não tenho, assim me mantenho: apática. Sei que ninguém está aqui para me entender e não quero bajulação, mas é estranho conviver tanto tempo com pessoas que não fazem a mínima quest...