Oi, tia Gilda
No dia que você partiu, eu achei uma fotografia nossa e nela, corríamos naquela prainha. Você estava linda, naquela água azul, como gostava e sorrindo como se estivesse se despedindo de mim. Uma calmaria. Do que mais sinto saudade é da sua risada, que de vez em quando me vem à cabeça e meus olhos se enchem de lágrimas. Ainda choro, tia Gilda, é inevitável e quem não entende é por que não ama o suficiente, pra saber que existe amor além da vida. O luto é como as águas dos rios que banham a nossa cidade, pensei: ele vem e vai, vem e vai. E nessas vindas, me pega desprevenida, surge tímido como uma memória que depois se transforma em muitas saudades. Às vezes eu como bolo e penso em você, dou risada, porque você sempre fazia bolo quando eu chegava na sua casa e eu nunca consegui te dizer que não gosto muito. Não queria te decepcionar e nunca quis, se te fiz algo peço perdão. Mas sei que tudo que ficou aqui foram boas lembranças, então vou te dizer as minhas preferidas: q...