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Mostrando postagens de fevereiro, 2022
    Às vezes as pessoas esperam que eu diga algo sensato, então aqui vai: puta que pariu, eu estou cansada pra caralho! E completamente estarrecida de procurar metáforas para as coisas que me acontecem e eu engulo sem muito reclamar. Nesses últimos dias tive minha privacidade invadida, também não sei mais confiar nas pessoas. Eu fico um pouco de saco cheio com a forma como estou incomodada, mas nada posso fazer a respeito e por mim, tiraria férias da minha vida. Férias das pessoas que conheço, das conversas que eu tenho, dessa vida morna que eu vivo com todos ao meu redor entalados com palavras que não saem de suas bocas. Em um dia, acordo otimista e tenho vontade de mudar tudo, mas no outro me sinto uma completa estranha, vivendo uma vida que vivem por mim. Dizem por mim, mandam em mim, decidem o que é o melhor para mim. Eles dizem "eu te amo e me importam" e não me proporcionam confiança, emoções e alegria. Sinto muita falta de estar apaixonada pelos outros e principalmente...
  Eis aqui o fantástico momento em que me sinto tão viva, mesmo aos estilhaços espalhados e tão frágil. Estou aqui para dizer que renuncio o meu nome e que agora eu tomei as rédeas com as minhas próprias mãos. Eu quero possuir a minha vida, tanto e a ponto de que ninguém entenderá coisa alguma e eu não explicarei quase nada. Porque no fim, esse sofrimento não mais me cabe e estou farta de repetir tantos ciclos, mesmo com pessoas diferentes. Eis o momento em que encaro a dor de frente e sem medo lhe dou um abraço, depois me retiro como quem sempre me amou.

ainda quero viver aquele amor de filme que não tem fim

        Eu não te faço falta, até eu ir embora e agora você me pergunta se não tenho saudade de nós, mas não sei o que dizer. Senti saudade sim, mas foram por meses enquanto dormia ao seu lado e não te sentia comigo. Fico aqui me perguntando se você nunca pensou que esse dia pudesse chegar, porque o caminho que estávamos trilhando nos trazia para cá e chegamos ao fim. Eu releio os meus textos e só são sobre nossas brigas, releio nossas conversas e só são sobre você vir pra cá após mais um desentendimento, lembro dos nossos passeios e me vem as inúmeras vezes que perdemos a paciência tão facilmente um com outro. Será que tem o que fazer? Ainda assim você me diz que quer voltar e eu te convido a fazer uma reflexão sobre a forma que conduzimos nosso relacionamento. Também me pergunta se ainda temos chances e aqui vou te dizer: eu não quero. Faz um tempão que não me sinto conquistada e isso me adoece. Eu quero me sentir amada e isso vai além do "eu te amo" que sai d...
 Feliz aniversário…

Além das palavras

            Teus olhos marejados doem em qualquer um, mas ouvir essa sequência de palavras bonitas que encontrou no teu vocabulário já não me causa efeito. Esses dias, parecia que o céu havia rachado no meio aqui em casa e ali percebi que não havia mais motivo para estarmos juntos. Você me olha e me diz que podemos tentar novamente, que na mesma proporção que me machucou, eu também te machuquei outras vezes. Sempre pensa que é por isso, quando na verdade, fui embora porque não queria mais sentir dor alguma e não achava justo comigo e com você viver uma vida assim. Teu abraço abriga e cura muitas feridas, mas as cicatrizes estão aqui para me lembrar o porquê chegamos ao fim. Relapsos, preguiçosos, talvez acostumados. Dizemos "eu te amo" na mesma proporção que nos maltratamos. É estranho porque não fazemos esforço algum para nos conquistarmos. No fundo, criamos essa dependência, sabe? A gente se precisa para conversar, fazer sexo ou dormir de conchinha, ...

acasos

    A chuva não para. Ameniza, mas não acaba. Tem sido assim desde que você se foi, quase uma representação perfeita de como tem sido os meus dias após a sua partida. Da última vez que nos vimos, foi quando o céu desabou e entre chuvas e lágrimas, ali eu percebi que continuávamos os mesmos. Mesmas discussões minúsculas, mas muita dificuldade de irmos embora. Foi preciso, não mudaria. Agora no meu quarto há um vazio e lá fora uma imensidão me esperando. Mas não me arrisco, ainda não coloco os pés para fora. É tudo recente. Recente e úmido, a roupa não seca por completo. No fim o que me sobra é a paciência que a maturidade me trouxe: espero a chuva passar como esses sentimentos que agora vivencio. Deixo doer e permito o tédio, porque o processo é longo e não há espaço para o sol agora. Preciso entender os ciclos. Lágrimas às vezes correm por minhas bochechas, salgando os cantos da boca. Observo a chuva pela janela, depois imagino o que poderíamos ter feito juntos ou o que eu far...

Força

Sempre foi por amor Pelos outros, por mim Sofrido ou indolor Fui vivendo assim Pelo sangue, a pele Pela pele, o pelo Minha alma repele  O que guardo em segredo Por eles, por nós E todo o sentimento Mas o destino atroz Trouxe ressentimento Pelos olhos e a boca As verdades já ditas Pelo chão, a roupa O encontro de línguas Por amor fui embora Antes mesmo de partir Eu senti que era a hora Mesmo sem saber sentir Pelas lágrimas maduras Que derrubei por toda a vida E essa dor tão prematura Sem enxergar qualquer saída Por amor a minha mãe Fiz questão de resistir Segurou em minha mão Então fui capaz de existir Pelos outros não tanto Mas ainda há paz Por mim portanto Deixo todo o meu gás Por muita luta solitária E este punho cerrado Fiz de mim uma muralha Com o corpo fechado Pelos sorrisos e o autocuidado Há de vir com mais calor Algo que a mim foi herdado E sempre foi por amor A minha força vem da minha mãe.