Flores de plástico
*Contém palavras e palavrões Caminhando por essas ruas na noite crua, com minhas botas um pouco desgastadas exploro bares e lugares que eu nunca fui. Sozinha eu abro um botão da camisa enquanto prendo o cigarro com os meus dentes, eu ajusto a saia e confiro a hora em meu celular. Agora é mais tarde do que deveria ou cedo demais para os corpos que não se calam. Eu ando como quem procura um lar, antes de uma casa e nas calçadas me equilibro no meio-fio enquanto o semáforo não fecha. Esses homens patéticos com seus ternos, voltando de seus trabalhos nojentos em seus carros chiques são mesmo um tédio e a cada buzina mostro o dedo médio incansavelmente. Mas eu não ligo, eu quero chegar no meu destino. De manhã sempre volto pra casa com a maquiagem borrada e completamente cansada, passos curtos de pernas que dançaram a madrugada inteira e não querem mais nada. Neste instante encaro os mesmos homens patéticos agindo totalmente ao contrário. Com suas esposas e f...