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Mostrando postagens de agosto, 2018

Eu fiz alguma coisa ruim?

 Não me pergunte sobre todas essas cicatrizes pelo corpo, cada uma cicatrizou com muito custo e as feridas da época hoje marcam histórias pelo qual passei. Após tantos murros que não me trouxeram nada e guerras que poderiam ter sido evitadas, eu me concentrei, fechei os olhos, meditei e refleti. Pois toda ação feita com ódio, gerou mais ódio para a minha vida e hoje o que me difere dos meus inimigos talvez não seja a força, mas a minha capacidade de me guardar nos momentos certos pois nada adianta contar vitória por ver o meu sangramento se mesmo com ele, eu ainda estiver de pé. E assim vai ser, sempre vai ser porque assim como o Kung Fu, acredito que não só vencemos lutas pela nossa força e dedicação, mas pela perseverança e o autoconhecimento. De nada me contempla a liderança do leão, se ele não é esperto como uma raposa, nem mesmo a rapidez de uma cobra se ela morre pela boca. As pessoas se orgulham de serem as piores inimigas que alguém pode ter, querem me desestabilizar, me d...

Eu sou aflita e desavisada

“O amor é aflito e desavisado”, pensando nisso entendi porque sempre tomo decisões que muitas vezes me ferem. Quando me apaixono por alguém, viro um misto de falta de juízo e loucura por desejar demais, por querer estar perto, por querer fazer acontecer. Tenho cerca de cem folhetins sobre amor e até hoje não fui capaz de defini-lo; simplesmente porque o amor é líquido e sólido ao mesmo tempo. Então começo a agir com meus instintos mais primitivos enquanto tento equilibrar tudo em poesias, relatos, trechos soltos. Assim, torna-se sempre uma viagem com diferentes paisagens toda vez que me vejo apaixonada por alguém e isso me tranquiliza, pois alguém movido à escrita como eu, sente a necessidade de inalar novos ares. Basicamente não duvide da minha capacidade de agir por impulso, cruzar a cidade e parar no seu portão para dizer o quanto todos esses sentimentos estão borbulhando em mim e mesmo assim, quando quebro a cara me recolho, permaneço quieta, mas com o coração aquietado por saber ...

Solisó

 Quase sempre me pego pensando sobre a solidão e o ser humano. Percebo que desde a adolescência, somos introduzidos a esse extenso e incansável assunto sobre procurar alguém para amar. E agora, às 3 da manhã ouvindo Cartola, enxergo claramente a linha tênue entre estar sozinho e estar solitário; são distintos. Há um bom tempo optei por estar sozinha e desde então tenho me namorado, tenho dado uma atenção maior para o meu corpo, para a minha alma e principalmente para o meu ser. Mas exatamente agora, quando noto que o sexo falta há meses e não há exatamente ninguém para que eu possa ligar, vi pela primeira vez depois de longos meses, a solidão. Às vezes choro, quero abrir uma lata de cerveja, pegar um ônibus e viajar, às vezes só quero ouvir um bom samba antigo e tento imprimir tudo isso em palavras, então passa e na manhã seguinte faço o meu ritual, cumpro com os meus compromissos e torno a entender o porquê de ficar só. Existem tantas particularidades em mim, detalhes, rituais e ...