Eu fiz alguma coisa ruim?


 Não me pergunte sobre todas essas cicatrizes pelo corpo, cada uma cicatrizou com muito custo e as feridas da época hoje marcam histórias pelo qual passei. Após tantos murros que não me trouxeram nada e guerras que poderiam ter sido evitadas, eu me concentrei, fechei os olhos, meditei e refleti. Pois toda ação feita com ódio, gerou mais ódio para a minha vida e hoje o que me difere dos meus inimigos talvez não seja a força, mas a minha capacidade de me guardar nos momentos certos pois nada adianta contar vitória por ver o meu sangramento se mesmo com ele, eu ainda estiver de pé. E assim vai ser, sempre vai ser porque assim como o Kung Fu, acredito que não só vencemos lutas pela nossa força e dedicação, mas pela perseverança e o autoconhecimento. De nada me contempla a liderança do leão, se ele não é esperto como uma raposa, nem mesmo a rapidez de uma cobra se ela morre pela boca. As pessoas se orgulham de serem as piores inimigas que alguém pode ter, querem me desestabilizar, me difamar e manchar tudo que eu construi com tanto suor e sobre tudo isso eu jamais temo, porque Salmos 23:5,6 me acompanha. Talvez você esteja lendo esse texto, sem entender uma só palavra do que quero dizer, mas é que por muito tempo dei murro em ponta de faca e agi com imaturidade, agora escolhi o silêncio e depois de longos dias meditando no que me convém, estou respondendo não à altura de quem me ataca, mas à altura que eu estou. Eu tenho dado o que tenho dentro de mim e a pessoa que fui ontem, que atacava, se vingava e machucava pessoas, hoje age com o silêncio. Eu aprendi. A minha maneira é mais sútil porque no fundo todos esses murros que eu levo, pararam de doer e agora, a minha maior arma tem sido saber quem eu sou e o que quero; isso ninguém pode me tirar.


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