À minha Mary eterna
Há um bom tempo, conheci uma menina vulgar, linda e extremamente doida. Talvez, no fundo, eu só quisesse ser um pouco como ela ou talvez totalmente. Ela me fazia segura, era uma parte de mim, ela me protegia, era um refúgio mas ela se foi, como uma outra parte minha que se foi há um tempo. Essa menina era extremamente pirada, tinha tanto dinheiro mas o que era dela, era de todo mundo, na verdade ela nunca se importou com bens materiais, nunca fez questão das suas coisas, tinha um quarto imenso, uma cama confortável mas preferia dormir no chão forrado com um pano surrado vendo as estrelas no céu. Ela não se preocupava com nada, tinha uma alma boa, eu sei que tinha. Era humilde, toda hora alegre e subliminar, tinha um sorriso sincero e seus olhos apesar de claros refletiam a escuridão que ela carregava em si, as suas escolhas erradas eram refletidas naqueles olhos variantes de azul e verde.