Carta à ela
"Deitada aqui eu estava me lembrando de todas as vezes em que felizes dançávamos valsa naquele salão antigo, ou quando simplesmente ficávamos escondidas ouvindo a vitrola antiga de seu avó na sala, talvez você não se lembre mas eu não parava de te olhar quando corríamos até o balanço para brincarmos, aliás, eu te olhava sempre porque o brilho do meu dia era você. Lembrei das vezes em que ficávamos embaixo daquela imensa laranjeira do sítio de seu pai e adimirávamos o céu lindo e azul. Hoje tanta coisa mudou mas veja só, te encontrei naquele bar retrô e você me convidou para te acompanhar no Gin. Percebi que você continuava linda, tão linda quanto antes e naquele momento em que você me olhou de forma singela, um vento nostálgico me penetrou me fazendo sentir que de alguma forma você continua sendo o brilho do meu dia. Depois você me contou todas as suas coisas, o que tem feito enquanto não nos víamos e um pouco bêbadas corremos até o primeiro parquinho que vimos para ...