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Mostrando postagens de dezembro, 2025
tons amenos de notas graves ainda são tempestades que estão por vir como noites que não têm fim madrugadas que ainda estou aqui olhos roxos que não me deixam mentir o sol nasce e eu subo a clave mas permaneço em algum perigo da persistência em reconhecer que ainda busco um abrigo no relento do momento obsoleto me faço significante do absoluto de tentativas em validar o que sinto sobrevivendo a cada amanhecer materializo o fluxo de ideias abstrato sou então conhecedora dessa dor como bate o acorde exato me acorde quando esses maus tratos não significarem mais o amor e se fundirem ao fracasso da penitência sou o subterfúgio dessa existência buscando em mim razões  naufrago em minha essência flagelo um corpo que não para é a insônia quem me ampara meus pés ainda tão calejados navego pela imensidão da noite sou a representação do afoite quando encontro Deus e seu cajado quando me ponho a afogar no devasto quando preciso apenas de um abraço que não embargue a minha voz e não limite o qu...