Pagarei o que for preciso, para nunca mais ter que engolir milhões de traumas e problemas que me causaram. Agora, a luz reflete o desespero dos outros, por sentirem que no fundo, ainda que com todo esforço que fizeram, eu me mantive em pé. E estou aqui pela ajuda dos poucos, na verdade, de quase nenhum. De noites e noites buscando um sentido, uma voz que acalmasse o meu peito e me fizesse carinho até que eu pegasse no sono. Mas talvez eu realmente seja a vilã e esses daí, são vítimas da excelência que preguei e não cumpri, da exigência que não se aplica, das minhas manipulações. Será? A verdade é que minha vida sempre foi essa dualidade: não tenho cor, não beijo um só, não sei o que quero. Eu quero tudo e essa ânsia, por vezes, me fez sofrer. Eu já paguei um bom punhado de vida pelos erros que cometi e essas idas e vindas, só me fazem pensar em perdão e eu até perdoo, mas raramente fico para dar a outra face. São vidas em cotidiano, relações que fluem de um jeito que eu nunca vou entender porque quando eu gosto, amo e se desgosto, odeio. Mais complexo é lidar com as pessoas e eu só sou alguém que existo pra mim e pra quem me busca. Talvez eu seja a mocinha, mas não sou a vítima, alguns problemas eu mesma criei e estou aqui pra te contar que tenho mudado, estou mais na minha. Não quero e não vou perpetuar mágoas que só fazem sentido dentro de um pensamento, a distância cura tudo e eu só causo mal a mim mesma.
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