Eu gosto

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Eu gosto de como meu homem penetra. Sim, no início tão pausadamente, para que eu possa senti-lo-ei enquanto encaro a sua face que se desmancha em expressões de prazer. Também gosto das preliminares que preparam os nossos corpos, dos beijos e carinhos por toda a extensão da nossa pele, que secretamente nos relevam o óbvio; o amor. Nunca fui admiradora de sexo rápido, nem mesmo sinto tesão nisso. Eu gosto quando meu homem enche a boca com o meu líquido e rapidamente se levanta, me olhando no fundo dos olhos. Vindo em minha direção. Nesse momento, não existe mais nada, além de nós e essa vontade mútua, daí em diante, nossos olhos conversam enquanto nossas bocas suspiram e suspiram tanto. Suspiros que querem ser gritos, mas não podem, que se pudessem, transcenderiam paredes e pairariam sob o espaço: para que todos pudessem escutar. Mas eu gosto, é um momento único, nosso. Tudo lá fora perde o sentido, enquanto nós, num quarto fechado, caminhamos de mãos dadas para um gozo em dupla. Juntos, como sempre fazemos tudo e, sempre acontece, a partir daí, nossas bocas soltam barulhos, que dançam pelo ar por conta do alívio, do ápice, de termos feito isso tão lindamente. Ofegantes, nos recuperamos, deitados despidos, nós conversamos sobre qualquer assunto. Fazemos amor e alimentamos essa admiração mútua um pelo corpo do outro, pelo prazer de ambos, por estarmos juntos e nos respeitarmos tanto. Ainda que pareça explícito demais tudo que eu disse, não é. É sobre liberdade, conhecimento e amor e eu gosto.

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