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Mostrando postagens de junho, 2020

Viver por mim

 Na obrigatoriedade de ser alguém, eu não existo e enquanto isso, finjo algo que nunca foi meu. É esse meu jeito desengonçado e as pernas bambas quando há nervosismo, mas não sou maluca, tenho mãos e sentimentos e aquilo que me foi dado, é sim muito bem guardado. Não se preocupe. Por tantos anos sentindo o gosto da solidão, a gente acaba se acostumando, e quando tudo nos é tirado, nos sobra o mais importante. Mas se a sua vida sempre foi rodeada de comodismo e conforto, é bem provável que você não entenda isso e quando sentir o gosto, vai achar amargo. Mas veja bem, eu não sou amarga, tenho boca e coração e tudo aquilo que passei, está aqui ao meu lado. Você me pergunta como posso sentir tanta dor e eu te respondo rindo que não sinto nada, não me martirizo nos dias comuns, não fico sofrendo por quase nada do passado. O extraordinário é que por muitos anos, escrevi o que sentia e isso me aproximou de pessoas, hoje eu digo com muita facilidade sobre minhas ...