Para os distraídos
Pedindo licença à Freitas, começo recitando sua frase, pois pensei, pensei e cheguei a conclusão que o amor realmente vem para os distraídos. De uma forma que nos arrebata e em um curto período de tempo, faz com que nos sentíssemos extasiados, tocados pelo nascer da paixão. Penso que todos esses aplicativos de relacionamentos, bares lotados, festas noturnas de nada vale quando o quesito é o amor. Me arrisco a pensar que o amor é bicho bobo, assim, meio brincalhão, sabe? Que quanto mais você procura, mais ele insiste em se esconder e desse modo, você acaba se vencendo pela frustração de querer e não conseguir encontrar ou mergulhar em pessoas tão rasas, que não poderão te levar a lugar algum. Mas o amor, enquanto amor de verdade, daquele que chega despretensiosamente e faz as pupilas dilatarem, vem numa proporção que você nem percebe, você se pega pensando numa simples conversa, sorriso ou olhar. Esses dias dei risada, sempre lembro de nós dois e de como tudo se iniciou. A primeira vez que eu te vi, quem poderia imaginar? Nossos planos eram outros e quando nos demos conta, estávamos exatamente assim; nos amando. É gostoso pensar no amor, porque quando ele é de verdade, é leve e não pesa. Você quer vivê-lo. Pensando em tudo isso, eu respiro aliviada, porque em você encontrei tudo que eu indiretamente procurava, eu me sinto tão realizada em estar em paz com alguém que me transmite paz. Sentados naquele sofá numa noite qualquer, toquei seu corpo com carinho e foi tão natural que depois a minha cabeça só pensava em uma única coisa: você. A gente sabe quando é amor, eu já senti desde o começo que nossos caminhos se entrelaçariam por muito mais tempo do que aquele que tivemos quando ficamos um do lado do outro e demos as mãos. Então de fato, o amor vem para os distraídos e sorte a minha estar distraída naquele momento, mas não tanto, pois notei você.
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