Paralisia do sono


A realidade sucumbe os sonhos
Asfixiando-os até seu leito
E o medo sucumbe os planos
Sufocando-os quando me deito
Eu sinto um vazio, quero correr
Meu corpo estático, não posso mexer
A mente em transe, desejo morrer
Lacrimejo os olhos, não sei o que fazer
Lentamente tento respirar
Não há onde eu possa enxergar
Eu tento procurar o ar
E não há nada que possa me acalmar
Sinto o gosto amargo do medo
A adrenalina invade o meu ser
Mal posso sentir o toque dos meus dedos
No meu ser eu sinto me perder
E corrói, corrói e corrói
Bate dentro do meu peito
Um vazio que me destrói
Tudo isso eu guardo em segredo
Ouço vozes dizendo o que devo fazer
Ensurdeço-me com medo do fim
Elas sussurram para eu morrer
Conduzindo-me para dizer que sim
E afundo-me na escuridão
Eu afogo-me no profundo
Ao meu lado somente a solidão
Me arrisco no paralelo de outro mundo


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