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Mostrando postagens de abril, 2019

Paralisia do sono

A realidade sucumbe os sonhos Asfixiando-os até seu leito E o medo sucumbe os planos Sufocando-os quando me deito Eu sinto um vazio, quero correr Meu corpo estático, não posso mexer A mente em transe, desejo morrer Lacrimejo os olhos, não sei o que fazer Lentamente tento respirar Não há onde eu possa enxergar Eu tento procurar o ar E não há nada que possa me acalmar Sinto o gosto amargo do medo A adrenalina invade o meu ser Mal posso sentir o toque dos meus dedos No meu ser eu sinto me perder E corrói, corrói e corrói Bate dentro do meu peito Um vazio que me destrói Tudo isso eu guardo em segredo Ouço vozes dizendo o que devo fazer Ensurdeço-me com medo do fim Elas sussurram para eu morrer Conduzindo-me para dizer que sim E afundo-me na escuridão Eu afogo-me no profundo Ao meu lado somente a solidão Me arrisco no paralelo de outro mundo