#180773


 Um tempo atrás provei do amor verdadeiro e desde então sinto sede dele sempre que possível. Algumas situações no percurso fizeram me questionar milhares de vezes, milhares de coisas se era mesmo necessário continuar, mas quem manda na gente é o coração e com ele não há segredo e nem mistério; ele quer o que ele quer. Eu fecho os meus olhos e ainda me lembro de tudo, o céu lá fora com seus mais variados tons e só nós ali, um misto de sentimentos e aquela sensação que faz seus batimentos aumentarem ao mesmo tempo que pode sentir o sangue em suas veias. Olho no olho, pele na pele e o mundo acontecendo ao redor não me importava, eu realmente não me importava com mais nada. Nosso beijo para matar a saudade foi tímido e carregado de amor, quando os meus lábios encontraram os seus era como se eu estivesse mais uma vez provando do amor que havia sentido da última vez que nos vimos. Então peço para que quando parecer difícil demais continuar lutando por nós, apenas lembre da nossa singularidade. Porque eu costumo lembrar de quando havia você e olhei para a janela que refletia o mundo lá fora e o mundo naquele momento parecia a Noite Estrelada de Vicent Van Gogh, fria e serena, enquanto nós estamos quentes como nunca. Para mim esse pequeno recorte me dá um frio na barriga e um alívio no peito, então sou capaz de finalmente entender e me perguntar; isso é o tal do amor e a vontade de estar perto para sempre que os escritores se arriscam a escrever? Porque se for, não poderei evitar.

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