Alcunhas do meu ser
Debruço-me no singular e banho-me do mistério, adoro quebrar expectativas porque desta forma, as pessoas dificilmente calculam a próxima atitude que tomarei. Às vezes, venço-me pelo cansaço e meto os pés pela cabeça, mas ninguém jamais percebe, no máximo pensam que não bato bem ou perdi uns parafusos. Não enganem-se, quando estou eufórica eu estou triste, quando calma eu estou feliz e até quando pareço antiquada e louca, é tudo arquitetado. Mas por favor não ache que não há fluidez, pois não minto e não finjo-me de boa; se não gosto da piada eu não rio, a única coisa que perco com os ignorantes é um sorriso curto e seco. Se sou boa, não hesite-se, se acaso não gosto-te apenas sentirá o sabor do meu desprezo. Enquanto isto, tudo sublime, não faço-me e não escondo-me, pois quando peco eu digo e mesmo sendo misteriosa, gosto de parecer um livro aberto que está disponível, mas o conteúdo é enigmático; poucos querem resolver para ler. E mesmo quem não soube, sai contando por ai, versões rápidas e gratuitas, às vezes mentirosas e sujas, mas caro, você conhece a minha conduta. Não estresso-me e nem adoeço, nada como um dia após o outro.
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