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Mostrando postagens de dezembro, 2018

Mi ni ma lis mo

O minimalismo que tranquiliza É o mesmo que desestabiliza Percorrendo as correntes sanguíneas Canalizando as narinas Entorpecendo os homens bons Deixando agudo todo o som Pobres são os que carecem do amor Que perfura o coração e dá sabor E todos aqueles que deixam passar Que observam a vida levar Então, você não tem medo? A vida é curta, mas está tão cedo E se você chegar perto vai ver A simetria do cotidiano nos corroer E o que cruza a mente  Rasgando neurônio, você sente A traição dos que são maus E como te olham com cara de pau A libido que ferve até suas entranhas E faz tremer essa sua perna estranha O malabarismo dos protetores E de quem colhe arroz e flores A igualdade nos tons A variedade de sons A sensação das cores Suas variações e sabores O sol queimando a face Da esperança que renasce E longa madrugada fria Dos poetas e das sofridas Então quando tudo estiver entupido Todas as conexões, até os ouvidos Gargalharei com todo o meu peito Apenas não chore em meu leito Serei l...

Alcunhas do meu ser

  Debruço-me no singular e banho-me do mistério, adoro quebrar expectativas porque desta forma, as pessoas dificilmente calculam a próxima atitude que tomarei. Às vezes, venço-me pelo cansaço e meto os pés pela cabeça, mas ninguém jamais percebe, no máximo pensam que não bato bem ou perdi uns parafusos. Não enganem-se, quando estou eufórica eu estou triste, quando calma eu estou feliz e até quando pareço antiquada e louca, é tudo arquitetado. Mas por favor não ache que não há fluidez, pois não minto e não finjo-me de boa; se não gosto da piada eu não rio, a única coisa que perco com os ignorantes é um sorriso curto e seco. Se sou boa, não hesite-se, se acaso não gosto-te apenas sentirá o sabor do meu desprezo. Enquanto isto, tudo sublime, não faço-me e não escondo-me, pois quando peco eu digo e mesmo sendo misteriosa, gosto de parecer um livro aberto que está disponível, mas o conteúdo é enigmático; poucos querem resolver para ler. E mesmo quem não soube, sai contando por ai, vers...

Quase fomos, mas ainda podemos

Observo o tempo no relento do meu ser Observo você enquanto me aproximo com o vento A neblina fria que toca o meu rosto Enquanto cubro as minhas mãos no bolso Tudo isso só para enfim poder te dizer Me toque com cautela, eu quero que você me toque lá E não sei o que será de mim se eu não ver o seu rosto Não sei o que será de mim sem o seu gosto Estive pensando no que fomos E o que seremos, nós já somos Do seu cabelo castanho que insisto em lembrar As lembranças que ficaram, todas quero guardar Então voltei no tempo só pra te dizer Me toque com cautela, eu quero que você me toque lá E não sei se posso dormir com essa vontade imensa De algo tão bonito que compensa Amo cada detalhe seu, isso é inevitável De todas as formas possíveis, de maneira inacabável Porque fecho os meus olhos e vejo você Não esqueci o caminho que faço para te ter Então me toque com cautela, eu quero que você me toque lá Só Deus sabe o quanto eu te quero A certeza é que eu ainda te espero E cri...