Mi ni ma lis mo
O minimalismo que tranquiliza É o mesmo que desestabiliza Percorrendo as correntes sanguíneas Canalizando as narinas Entorpecendo os homens bons Deixando agudo todo o som Pobres são os que carecem do amor Que perfura o coração e dá sabor E todos aqueles que deixam passar Que observam a vida levar Então, você não tem medo? A vida é curta, mas está tão cedo E se você chegar perto vai ver A simetria do cotidiano nos corroer E o que cruza a mente Rasgando neurônio, você sente A traição dos que são maus E como te olham com cara de pau A libido que ferve até suas entranhas E faz tremer essa sua perna estranha O malabarismo dos protetores E de quem colhe arroz e flores A igualdade nos tons A variedade de sons A sensação das cores Suas variações e sabores O sol queimando a face Da esperança que renasce E longa madrugada fria Dos poetas e das sofridas Então quando tudo estiver entupido Todas as conexões, até os ouvidos Gargalharei com todo o meu peito Apenas não chore em meu leito Serei l...