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Mostrando postagens de setembro, 2018

Incognitude

Dedilho os fios do meu cabelo acobreado como quem toca violão com paixão Analisando tudo que sempre fui  e o que poderia ser Desse misto de sentimentos aqui dentro que aos poucos viraram poemas E a gravidade das emoções que sinto que me fazem lacrimejar os olhos facilmente E os fios enrolados; os meus cachos sinais de resistência do que tenho sido Porque olho para o passado com apreço e sinto o futuro incerto O frio na barriga como quem espera um grande amor quando na verdade sou apenas eu esperando o próximo ônibus passar E esse meu olhar meio misterioso porque evito olhar para o mesmo lugar por muito tempo Às vezes confuso ou que transparece desdém mas é apenas uma tentativa de esconder meu estrabismo E a boca meio aberta que esqueço depois de rir esses meus dentes tortos que me afasta da perfeição Porque tenho vencido diariamente lutas internas que querem me dizer quem eu sou e o que devo fazer Então delicadamente toco as superfíci...