Caminho estreito



 Há um Senhor sentado numa cadeira de área, me analisando, me dando conselhos e me chamando de menina. Ele me perguntou para onde eu vou, eu disse que a estrada é longa e os meus pés estão calejados e apesar de tudo isso, a palavra desistir não está no meu vocabulário. O lugar de onde eu venho a gente não substitui algo, a gente aprende a consertar, pensa em outra solução e assim me fiz. Eu disse ao Senhor que não tenho medo da dor, porque o lugar de onde eu venho, a gente conhece dor, a gente entende e não tenho medo dos dias nublados, já tomei muita chuva, já segui nessa imensidão nas noites frias e nos dias de muito calor. No final, essa sou eu; fragmentos de poesias. Durante essa caminhada eu já vi de tudo, vi máscaras caindo, pessoas se transformando, estruturas sendo destruídas... Mas também já vi muitas coisas boas e ajuntando tudo isso, tomei lição do que quero pra mim. Porque tenho muito a percorrer, mas se percorro com integridade, se coloco verdade no que faço, que permaneça ao meu lado quem me conhece e sabe que eu só quero seguir o meu caminho. Há um Senhor sentado numa cadeira de área, Ele me disse que ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum porque Ele está comigo e para sempre vai estar. 

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