Agridoce
Voltando para a casa às 6 horas da manhã me pego pensando em tantas coisas. Naquilo que eu devia ter dito, nos beijos que devia ter te roubado, nos seus olhos com suas sobrancelhas grossas e desenhadas por Deus, na sua mão segurando a minha mesmo que por pouco tempo. Caramba, não tenho nem o que dizer mais e ao mesmo tempo sinto que deixamos de dizer milhares de palavras por medo, receio e timidez e acho que preciso te dizer tudo que ficou acumulado, mas sei que agora pode ser tarde. Nostálgica é a sensação quando me lembro do seu beijo e de como foi nosso primeiro encontro naquela cafeteria e eu sempre sem jeito tentando equilibrar o meu nervosismo enquanto falava, admirava a sua beleza, segurava na xícara de café e me concentrava, só pra certificar que eu não estava falando nenhuma coisa terrível ou que meu cérebro não soltasse nenhum resquício do que eu realmente estava pensando, que era o quanto você é bonita. Caramba, você diz ter medo de me machucar porque demonstramos o nosso carinho de formas diferentes e só conversamos sobre isso quando o clima não está totalmente bom, mas sabe, você é como um quebra cabeça para mim, no qual fui descobrindo as peças, encaixando uma na outra sem se quer imaginar o resultado final dele e eu ainda não terminei de te montar e não quero permitir que você escorra entre meus dedos sem ter o prazer de fazer isso. O amor é imprevisível, nós nunca sabemos o dia de amanhã com ele e você teve a plenitude disso apenas quando cogitou a ideia de eu estar com outro alguém, quando eu só queria te dizer que estava completamente apaixonada por você. De um modo geral acho que eu me cobro muito e você também se cobra, como se quiséssemos nos ajustar em um padrão do que é a paixão e como agem as pessoas apaixonadas. Nem dá pra acreditar que tudo isso se passa na minha cabeça por questões de milésimos quando me lembro de nós e do que podíamos ter sido. Corri pra te dizer que era você e continua sendo, mas no fundo sei que não posso lutar por nós duas se você não quer ousar sujar suas mangas e muito menos dobrar a barra da sua calça na hora de adentrar nesse caminho confuso porém bonito que é o amor.
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