Adolescente Fluorescente parte 2
Eu continuo te esperando com o meu belo vestido rodado, as meias cinzas estão caindo mas o meu sorriso se mantém em pé. Talvez eu seja mesmo impaciente, mas você se mantém quente desde 2013 e o que posso fazer? Olheiras mais agressivas se alojaram embaixo dos meus olhos, mas os meus dentes continuam tortos, digamos que agora eu tenha mais receio do amor e tudo começou quando você entrou em minha vida. Chega de danças sem fundamento e olhares que nunca se cumprimentam, estou voltando pra dizer que não consigo mais inibir minhas emoções e fica tranquilo que isso significa que não vou bater na sua porta de novo porque já tem um tempo que eu parei de te ligar, mas de uma forma ou outra eu me retiro do salão de vez em quando, eu dou um tempo da pista só pra te esperar enquanto espiou e forço a vista tentando decifrar se o seu carro finalmente vai encostar. Esse texto é sobre o espírito jovem que nunca morre e que internamente nos faz querer surtar um pouquinho, sobre prazeres que de vez em quando nos permitimos sentir enquanto colocamos todas as nossas responsabilidades em caixas para nos esquecermos dela. Então me diz, como é que você está? Esse sorriso seu sempre foi o charme entre as meninas e eu crente que comigo seria diferente, mas galanteador como você é, eu até poderia dizer que estamos em algumas décadas passadas, como aquela vez que dançamos valsa sem sabermos dançar, quando fugi pra te encontrar e tantas outras coisas que fez eu me apaixonar. Agora permaneço aqui e o tempo parece que nunca passou, ao mesmo tempo parecendo que já faz tanto tempo que deixei aquela mensagem de voz no seu celular, dizendo que eu te odiava tanto por tanto te amar.
Parte 1: Adolescente Fluorescente
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