Te falta coragem?
Meus olhos confusos às vezes entregam
Escrever é como ritual; se não faço me falta força
O peito apertado evidencia tudo
Às vezes parece que seguro as pontas de tudo
Eu tenho dado murros em pontas de facas
E enfaixado os meus pulsos há anos
Tamanha é a agonia que sinto
E choro por nunca saber lidar
E vou escrevendo e escrevendo
Porque vai aliviando e aliviando
E não importa o quanto eu corra ainda sinto
Faço mil ensaios sobre a morte
Porque me pego pensando como tudo seria
É como uma dança lenta dos anos 50
Que uma hora ou outra vai cansando os pés
Pés que são obrigados a se encaixarem em sapatos apertados
E essa dança parece não ter fim
A ansiedade vem e me engole
Me dá a sensação de estar caindo lentamente
Caindo num abismo sem fim
Sempre sorri e sempre vai ser assim
Mas sorriso nem sempre é sinônimo de alegria
Será que existe algo que alivia?
Deus perdoe essa poetisa que vos fala
Eu nunca sei terminar isso muito bem
Eu nunca sei terminar nada em minha vida
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