Onde está a minha mente senão em Califórnia?
Onde você me trouxe Samônita Punk? E essa pergunta foi feita diversas vezes na minha cabeça, porque tudo tem acontecido tão rápido que mal pude saborear e seu gosto em minha boca nem me lembro mais. Existe algo em você que me faz querer ficar e eu só não descobri o que é ainda, mas garanto descobrir e garanto não estar aqui para te contar. Porque você tocou a minha alma quando me levou pro motel e tanta coisa aconteceu depois daquilo que eu não soube lidar e te afastei, fiquei com medo, eu estava confusa porque não tirava você da cabeça um só segundo e ainda estava com band-aid do meu antigo amor. Não sabia o que pensar e não sabia o que fazer, você me deixou numa sexta a noite dizendo que nunca teríamos nada e as palavras que usou não saem nunca da minha mente; quando disse que toda a minha preocupação na verdade era paranoia.
Você não sabe o quanto tive medo e você simplesmente jogou na minha cara, no final de tudo isso, que apenas acompanhou essa paranoia minha, tem noção do quanto isso dói? E todas essas coisas eu queria te dizer na sua frente, mas demos conta de estragar algo que era puro e quando se esquivou percebi que morremos ali, matamos a única coisa que continuava mantendo tudo isso de pé; a nossa amizade. Onde você me trouxe? Se nunca me contou o quanto eu te fiz sofrer, por que jogou a culpa em mim? Pois quando você viajou eu contei os dias pra te ver pra enfim dizer "que bom te ter por aqui de novo" e às vezes eu só queria te ter pra passar a tarde comigo, falando sobre políticas e esses assuntos que a gente insiste em conversar enquanto sei lá, te faço um carinho. Se eu te causei dor por que me aproximou de novo? Você me trouxe para a sua vida pra me dizer no final que nunca teríamos absolutamente nada além do sexo e o que estávamos fazendo era nos machucarmos e nos beijarmos e permanecemos nesse loop. Me diz por que eu não te tiro do pensamento? E quando estou bêbada você é a pessoa que eu mando mensagem, eu queria entender o que é que aconteceu porque parecíamos bem enquanto as coisas ferviam por baixo e quando vieram à tona só nos feriu. Quero te ter aqui mas não posso e o que me resta é ir embora, como sempre, eu sempre vou. Nem pude acreditar em tudo que aconteceu durante um semestre e fico aqui me culpando por mais uma vez ter deixado alguém ver o meu íntimo e perceber que não passo de uma escritora sensível que não tem a menor ideia para onde está levando a vida.
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