Afoguei-me?
Cansada de correr e nunca chegar a lugar nenhum, numa mais profunda inconstância, mergulhei num caminho sem volta e vivo como se não fosse viver. Em algum momento da minha vida, guardei todas as feridas e dei um jeito de esconder as cicatrizes, ai me dizem que sou frágil, quando na verdade a carcaça está fadada ao sofrimento. “Cada cigarro te aproxima da morte” eles disseram, mas como algo que já está morto por dentro é capaz de morrer novamente? Plenitude pra mim é enxergar a vida como a mais pura imperfeição, pois só assim estarei livre de criar expectativas sobre coisas que talvez nem aconteçam. A liberdade é utópica, mas a sua sensação te coloca numa percepção totalmente expansiva.
Fazendo você finalmente entender que todas as pequenas obrigações e metas que temos que concluir, na verdade são métodos para nos aproximarmos da felicidade e pra mim, felicidade finalmente é entender que eu não devo satisfação pro Universo e também não espero nada dele, assim todos os momentos de muito êxtase e endorfina são aproveitados enquanto existem. Cansada de mergulhar em lugares rasos, finalmente entendi que sempre estive afogada numa banheira vazia e que toda a água que eu via, era o reflexo dos meus medos e da minha vida.
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