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Mostrando postagens de novembro, 2017

Afoguei-me?

 Cansada de correr e nunca chegar a lugar nenhum, numa mais profunda inconstância, mergulhei num caminho sem volta e vivo como se não fosse viver. Em algum momento da minha vida, guardei todas as feridas e dei um jeito de esconder as cicatrizes, ai me dizem que sou frágil, quando na verdade a carcaça está fadada ao sofrimento. “Cada cigarro te aproxima da morte” eles disseram, mas como algo que já está morto por dentro é capaz de morrer novamente? Plenitude pra mim é enxergar a vida como a mais pura imperfeição, pois só assim estarei livre de criar expectativas sobre coisas que talvez nem aconteçam. A liberdade é utópica, mas a sua sensação te coloca numa percepção totalmente expansiva.

Samônita punk

 Eu sei que quase sempre sou confusa e isso te traz incerteza, como me disse, sei que é difícil lidar com o meu jeito e as minhas exigências ou que raramente gosto dos seus amigos e frequento lugares limitados. Mas por favor, não vai embora daqui porque às vezes me sinto tão sozinha nessa cidade, como se andasse numa escuridão totalmente perdida e quando você chega é como se eu finalmente tivesse encontrado um porto para ficar, como aquela vez que te liguei e chorei por uns dez minutos de madrugada. Hoje eu acordei sentindo seu gosto punk e de ressaca na boca, revirei na cama diversas vezes pensando no que estamos fazendo porque quando estamos juntos simplesmente não pensamos, nós vamos lá e fazemos. Talvez esse jeito de lidar com as coisas seja imaturo e ao mesmo tempo bom para nós, até porque quando tentamos deixar isso sério simplesmente foi uma merda.