Eu nem vi
E aqui estou eu, de madrugada, tomando cachaça com suco e comendo um pedaço de pizza. Sozinha, fazendo coisa nenhuma, eu não consigo dormir e não sinto sono. Com a maquiagem ainda no rosto, me alcoolizo até enxergar tudo embaçado; ultimamente o álcool é o meu amigo confidente. Naquela droga de faculdade, me concentro, tento ler, eu preciso fazer isso, entende? Mesmo sendo uma bêbada com depressão, eu preciso disso. É isso que os escritores sem pudor nas palavras eram, não é? Descontente com a droga do meu corpo, pouco feliz comigo mesma, mas tudo bem, eu vou equilibrando isso. Eu tô bem, saca? Eu tô evitando o cigarro um pouco, eu tenho alguém que diz que me ama e algumas músicas boas para se ouvir no fone de ouvido prestando atenção em cada melodia. Eu vou terminar de escrever meu livro e quem sabe eu posso sumir porque não tô suportando minha mente me dizendo que sou uma merda e aos poucos as pessoas estão indo embora.
Não tenho medo da solidão, tenho medo de falhar e não ter ninguém para me segurar. Poxa vida, já são 4h27 e eu estou aqui nesse monólogo bobo. Ah, tanto faz, acho que está na hora de dormir, o álcool me consome.
Comentários
Postar um comentário