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Mostrando postagens de setembro, 2016

Quero mais uma dose

 Eu tentei escrever diversas vezes, algo que refletisse o quanto eu estou cansada mas não acho as palavras certas. Estou com um bloqueio criativo imenso, não consigo me manter concentrada em algo por muito tempo e perco a memória com facilidade (coisas que as drogas deixam depois que você maneira nelas). Eu estou vivendo um outro momento, saca? Não posso reclamar que minha vida anda monótona porque ela está repleta de acontecimentos felizes e tristes, bons e ruins, talvez esse seja o tal do viver que o meu avô tanto me falou. As coisas estão em um nível de rapidez tão imensa, que as sinto escorrendo das minhas mãos como se fossem água e não há nada que eu possa fazer para evitar. Então eu tentei da maneira mais amigável dizer que ando sem tempo porque estou vivendo, que se você quer falar comigo, experimente me ligar em um domingo qualquer ou me faça uma visita em casa, o meu endereço continua o mesmo.

Sem modelos estabelecidos

 Meia noite de uma noite chuvosa, eu me peguei batendo na sua porta. Não tinha pra onde ir e muito menos com quem contar. Você diz, eu sei, eu sempre fui daquele tipo de garota que se esforça pra ser tudo que o pai não quer, mas preciso te dizer o que ficou após esse imenso vácuo que tomou conta da nossa relação. Ainda me lembro de quando te vi a primeira vez, perfeitamente, do mesmo jeitinho que lembro da última vez. Cabelo molhado, uma mochila velha, tênis surrado, maquiagem borrada e um alívio no peito quando você finalmente abriu pra mim com a sua cara linda de sono. Você foi uma das melhores coisas da minha vida, posso dizer isso sem pensar duas vezes, eu posso dizer a nossa história toda se você me perguntar. Pelo o que percorremos, o tempo que passou, as ligações, cartas, presentes...

Setembro Amarelo: Precisamos falar sobre depressão

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 Por tanto tempo me senti triste demais para levantar da cama e ter uma vida social fora do meu quarto, por tanto tempo me senti um peso para minha família, inútil para a sociedade, me sentia do tipo que se eu estivesse ali ou não, não faria diferença alguma ao redor. Meu corpo estava cansado, não importa o quanto eu dormia, ainda tinha olheiras fundas e um olhar triste, eu deitava no chão e ficava olhando o teto do meu quarto, sentia meu corpo afundar no piso gelado, me sentia estranhamente mal. Mas é claro que eu precisava levantar da minha cama, eu tinha que lavar o rosto, me arrumar, ir para a escola... E tudo isso se tornavam coisas chatas demais, tarefas difíceis. Com o passar das semanas comecei a achar os assuntos dos meus amigos um saco, com o passar dos meses, comecei a me sentir completamente distante deles. Distante de tudo! Eu sempre fui muito triste, talvez tenha sido algo na infância que não se desenvolveu direito, seguido de uma perseguição constante que sofria...