As rosas têm espinhos
Amou meu lado flor mas não ficou quando mostrei os espinhos? Não tem problema, meu amor, eu sou a realidade exposta, a jogatina prazeirosa, a verdade oculta. Não há pelo o que (fora) temer, sou rosa sim, mas sei cortar quando bem quero. Se não quis ser meu cravo, pois bem, eu sou sujeita mulher sozinha e equilibro essa missão em meus ombros. Eu sou o vento frio na tarde de calor, ou o sol quentinho na manhã fria, sou a mudança repentina, sou a mãe natureza. Dona de mim então, por favor, tire essa mão daí que eu não te dei tamanha liberdade, você não tem "instintos animais", não coloque desculpas esfarrapadas nessa tua falta de modos.
Achou que eu fosse brigar com a margarida, mas não contava com a nossa sororidade maravilhosa. Disse que despiu minhas pétalas para os amigos mas não me fez gozar. Que pena, senhor cravo! Eu sei que tua masculinidade se fere fácil, justamente porque agora as rosas não saem mais despedaçadas como diz a cantiga. Amou meu lado flor? Sou muito mais que isso, eu sou mulher, sou filha de Vênus, eu sou dona de mim, com licença.
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