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Mostrando postagens de junho, 2016

Poema de viela

Odeio o sentimento de rejeição Me incomodo com a multidão Eu bem sinto a solidão O que fode é a depressão Espero o ônibus passar Fico aqui a te esperar Escrevo pra eternizar Não sei que horas vou chegar Samba das 23 horas Vê se não demora Eu quero é ir embora Te vejo outrora

Não temeria mal algum

Há uma voz em minha cabeça Dizendo que tenho muita sorte Ela quer que eu enlouqueça Só porque dou risada na cara da morte Provavelmente Ele lá em cima está me olhando Reprovando alguns comportamentos meus Cercando meus passos, me cuidando Colocando do meu lado alguns anjos seus

As rosas têm espinhos

 Amou meu lado flor mas não ficou quando mostrei os espinhos? Não tem problema, meu amor, eu sou a realidade exposta, a jogatina prazeirosa, a verdade oculta. Não há pelo o que (fora) temer, sou rosa sim, mas sei cortar quando bem quero. Se não quis ser meu cravo, pois bem, eu sou sujeita mulher sozinha e equilibro essa missão em meus ombros. Eu sou o vento frio na tarde de calor, ou o sol quentinho na manhã fria, sou a mudança repentina, sou a mãe natureza. Dona de mim então, por favor, tire essa mão daí que eu não te dei tamanha liberdade, você não tem "instintos animais", não coloque desculpas esfarrapadas nessa tua falta de modos.

Grandes borboletas no estômago

É uma turbulência de sentimentos Mas não me canso de sentir São traços de momentos Ora dói, ora faz sorrir Talvez seja assim mesmo, né? Estômago com borboletas Tira meu sono bem mais que café  E meu coração dá piruetas

O quê, Alkimin?

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Eu estou meio assim; de saco cheio com o mundo, comigo, com tudo. Preciso viajar, gritar, extravasar toda essa dor, essa sensação, esse sentimento sem explicação. É que sabe, aqui dentro está tendo uma reforma sem previsões para acabar e olha, eu não sei qual vai ser o resultado disso tudo. Olhe os meus olhos profundamente fundos, tristes, cansados, eu sou uma Capitu, trai Bentinho e me trai também. Eu sou o que? Não sou ninguém, sou um compilado de experiências que me trouxeram até aqui, que fazem a minha essência, que me faz única e tão chata. Quero gritar porque dentro de mim já não cabe, eu sempre digo, me sinto uns 30 anos mais velha, estou com uma crise existencial fodida e não consigo me concentrar por muito tempo em alguma coisa. Eu não sei mais tirar foto sem parecer com as poses que minha tia faz, cheguei em um ponto onde sinto necessidade de beber toda semana, larguei do cigarro por um tempo e mais mil fitas.