Eu confesso que sou chata às vezes, a ponto de não conseguir aceitar quando alguém quer partir, mas eu tenho uma explicação válida para isso: desde a minha infância vejo pessoas partindo. Eu e a minha mania de transformar pessoas próximas em pilares, daí quando elas se vão eu simplesmente caio, preciso parar com isso ou me acostumar com as quedas. Posso contar uma coisa? Eu nunca fui boa em matemática, na segunda série mudei para uma sala de pessoas que não conseguiam acompanhar o rendimento da classe. Era um pouco inusitado uma menina que aprendeu a ler aos quatro anos, ser ótima em aprender novas palavras e ao mesmo tempo ter dificuldade de divisão nas contas. Na minha sala havia um quadro mensal, sabe qual era a minha pontuação em relação aos resultados da divisão? Zero. Os professores tentaram arduamente me ensinar cálculos e enfim, eu nunca consegui aprender, eu tentava, tentava e tentava, mas então percebi que isso é algo no qual não posso lidar.
Eu sei que desistir de tudo não é a melhor saída, mas quando se tenta, tenta e tenta, você pode levantar as mãos e dizer que acabou. Não há problema se você tentou o máximo que pôde. Matemática não são pessoas, mas às vezes é necessário fazer isso com elas. Sou chata mesmo, demoro pra entender que eu não sou capaz de algo, mas quando finalmente entendo, como eu já falei em outros textos, termino o que faço e vou embora sem olhar pra trás, a vida pede isso. Então, sabe? Eu zerei totalmente, não é algo que eu goste de fazer ou que eu queira, mas assim como eu zerava na matemática na hora de dividir, eu estou zerando agora. Se for pra dividir todo o meu sentimento, prefiro desistir dele e ir embora.
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