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Mostrando postagens de julho, 2015

Agonia do amor

 Esses dias eu senti seu cheiro do nada, o estranho é que a minha mãe sempre diz que isso é saudade, pensei em te escrever um poema romântico, mas rabisquei e rabisquei e não saiu nada. Então eu decidi te escrever isso aqui, nada romântico mas muito sincero, espero que compreenda que eu ainda continuo uma escritora ruim, que troca as letras quando escreve bêbada. Ultimamente eu senti um aperto enorme, parece que se você não está bem eu também não estou, nossa energia é tão forte que esse tipo de coisa acaba acontecendo mesmo, então eu queria te pedir: por favor, se cuida, se eu te perder me perco também, eu fico sem chão, eu perco o ar. Tentei construir a minha história com outro alguém, mas a verdade é que eu ando meio desolada e tão carente ao ponto de que se você me ligar hoje, me pedindo em casamento, a gente casa amanhã mesmo em um sítio tranquilo tendo de platéia somente amigos mais próximos e o pôr do sol.

Tenho impressão de que tudo que escrevi, é uma das coisas mais tristes

  Há certas coisas em nossas vidas que chegam ao fim e não é porque queremos ou desejamos, elas simplesmente se vão... Amor é tudo o que eu costumava sentir por ela, e sabe?! Às vezes não aceitamos o fim, às vezes queremos fechar os olhos para a realidade escancarada, às vezes o apego não nos permite dizer adeus. A vida está sempre a mostrar para nós, que para todas as coisas existe um começo e um fim, essa é a lei irreversível que muitos demoram para aceitar, ainda mais quando há sentimento bom envolvido. Queria na verdade, escrever uma carta de despedida, mas todas as vezes que escrevi cartas assim, elas não valeram de nada e eu odeio dizer adeus, odeio essa sensação de incerteza que essa palavra tão pesada tem.

Só dá você

Esse texto é uma ficção (estou treinando minhas habilidades de escrever histórias), contem palavrão e foi inspirado na música Menina Veneno. (Ritchie/ Bernardo Vilhena) Seus olhos delineados, me enfeitiçavam com facilidade, o cheiro do seu cabelo, sua pele, seu jeito de agir e andar... Tudo aquilo me deixava hipnotizada. Era uma madrugada fria, a janela do meu quarto no hotel permanecia fechada enquanto eu fumava sentada na cama, aquele lençol azul ainda estava com o cheiro dela, aquilo estava me deixando louca. De repente, alguém bate na porta e eu só querendo muito que esse alguém seja ela. Me levantei lentamente, por uma sorte incrível, quando abri a porta me deparei ela, toda linda, com uma saia preta, sua bota de couro e uma jaqueta de motoqueiro, seus olhos estavam delineados como sempre, aquilo me fascinava. Então ela me beijou, eu já estava com saudade daquele beijo, ela foi entrando e eu fiquei paralisada com o cigarro na mão, demorei alguns segundos para fechar a porta, ca...