Fechei meus olhos, respirei fundo e deixei que as lágrimas escorressem, eu precisava disso. Já escrevi tantas coisas sobre a merda da minha depressão ou sobre o fato de eu me sentir sozinha e triste, que nem sei mais como fazer isso, nem sei mais se quero continuar escrevendo, acho que eu estou perdendo o que eu tenho de melhor. O mundo nos rouba a coragem e a vontade todos os dias, eu acho que falo muito sobre como manter o foco, como não perder a fé e sobre como ser forte o tempo todo mas a verdade é que eu me sinto fraca, sem direção e quase desistindo de mim, de tudo. Estou magoada por não conseguir mudar, me sinto cansada demais para continuar, me sinto um peso enorme para a minha mãe e mais um monte dessas coisas. Como continuar viva quando sua alma está morrendo? Sinto a dor apertando o meu coração, sinto minha mente turbilhando pensamentos e ainda assim, por fora, tenho que manter a minha normalidade.
A sociedade está cheia de pessoas que querem se expressar, querem gritar para sentir se alivia essa angústia que é viver em meio a multidão, as pessoas querem ser elas mesmas, mas, como manobrar isso tentando se esquivar de todo o mal que alguns, por maldade mesmo, nos traz? Eu não queria me sentir só mais uma, porque eu sei do meu valor e sei das minhas capacidades, mas a maldade nos faz pensar que somos pequenos quando na verdade somos maiores que os nossos problemas. Eu quero gritar, o mundo precisa ser menos hipócrita e mais sincero, não basta só amor se não há paz entre nós. Pessoas como eu, que sentem as coisas em intensidades grandes, que são o que consideram de excluídos, antissociais, são os mais especiais entre essas pessoas que já não sentem mais nada. Eu ainda continuei com os olhos fechados, as lágrimas já haviam escorrido pelo o meu rosto e faziam cocegas na descida das minhas bochechas, eu continuava confusa e cada vez mais isolada do mundo lá fora, sentindo a minha dor e sofrendo sozinha.
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