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Mostrando postagens de outubro, 2014

06/10

 Dezesseis dias para dezesseis anos, o que mudou? Meus quinze anos não foram tão intensos, quer dizer, quase não fiz essas coisas idiotas que adolescentes acham o máximo, mas Machado de Assis estava certissímo, aos quinze anos, realmente tudo é infinito e acho que isso vai desde amor até a dor, somos instantes. Bem, esse tempo o que eu pude fazer? Experimentei coisas novas, prazeres que muitas mulheres de trinta anos ou mais, não conseguiram sentir. Drogas como álcool quase não reinaram no meu sangue, mas elas estavam lá de vez em quando, eu vi meus olhos vermelhos e uma vontade imensa de dormir, depois comer, acho que você já me entendeu. Eu ainda ouço Nirvana, acho que eu tenho uma grande queda pela tristeza que Kurt Cobain carregava em si, acho que eu me identifico com ele e sou louquinha por um show onde eu possa o ver em holograma, ouço gritarias, rap, rock antigo, indie e todas essas coisas boas que nos traz prazer em ouvir.

Só mais um

 Fechei meus olhos, respirei fundo e deixei que as lágrimas escorressem, eu precisava disso. Já escrevi tantas coisas sobre a merda da minha depressão ou sobre o fato de eu me sentir sozinha e triste, que nem sei mais como fazer isso, nem sei mais se quero continuar escrevendo, acho que eu estou perdendo o que eu tenho de melhor. O mundo nos rouba a coragem e a vontade todos os dias, eu acho que falo muito sobre como manter o foco, como não perder a fé e sobre como ser forte o tempo todo mas a verdade é que eu me sinto fraca, sem direção e quase desistindo de mim, de tudo. Estou magoada por não conseguir mudar, me sinto cansada demais para continuar, me sinto um peso enorme para a minha mãe e mais um monte dessas coisas. Como continuar viva quando sua alma está morrendo? Sinto a dor apertando o meu coração, sinto minha mente turbilhando pensamentos e ainda assim, por fora, tenho que manter a minha normalidade.