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Mostrando postagens de julho, 2014

Um pouco disso

  Eu senti a dor na própria pele, eu vi os meus sentimentos escorrerem nos meus pulsos juntos com o meu sangue. Eu corri pra ver se achava um lugar melhor, perdi o folego no caminho, eu me perdi, fechei os olhos e continuei andando pedindo forças à Deus. Se existe um Deus, um Deus que eu creio, que eu me entrego de corpo e fé, que esse Deus, Rei dos reis, Juiz dos juízes, esteja me guiando porque eu estou tão machucada agora. Minhas véstias que antes tão limpas, num tom purissímo de branco agora estão tão sujas, rasgadas. A depressão? Bem, pra alguns ela é uma doença espiritual, pra outros é só um descuido que afeta a população que sente demais nessa sociedade fria. A depressão pra mim é como um mar, um mar profundo no qual eu pulei, no qual estou me afogando mas não posso morrer. A depressão não te mata, ela te incita a você se matar, ela te dá coragem para acabar com a dor, conclusão: a depressão é um mar no qual você se afoga mas não morre, só morre se ceder, se deixar que a...

Olha amor, é só...

 "Olha, eu sou complicada, quer dizer, você sabe disso. Eu sou um poço de confusão, sou uma explosão de temperamentos exagerados, as pessoas fodem com o meu emocional, eu sou sentimental e tudo me toca de uma forma muito forte. Eu sinto as coisas numa intensidade exagerada. Às vezes sou tão brava e às vezes tão calma, perco a paciência facilmente e tenho tendência a me isolar todas as vezes que me sinto trocada, tenho sérios problemas com o psicologo. Estou fugindo dos remédios e dos calmantes e facilmente fico triste da mesma forma como vejo felicidade e pureza nas mais simples coisas. Costumo passar a imagem de que sou uma mediana preguiçosa, me arrasto até os lugares evitando que olhem nos meus olhos, eles são tão tristes que às vezes me envergonho de que possam ver o quanto eu estou mal. É assim, ora sou madura demais, ora sou feito criança que assiste desenho animado e quer ser mimada, quer carinho excessivo e cuidados.

A.D.O.L.E.S.C.E.N.T.E.S

  Estamos no ginásio, somos tão temporários, momentâneos, constantes nos nossos instantes, somos realmente intrigantes. Temos sonhos, acreditamos, nos apaixonamos, nos diminuímos ou nos aumentamos, questões de minutos disso tudo serão lembranças, talvez sem noções, às vezes achamos que as coisas vão ser para sempre mas o nosso para sempre se transforma em decepções. Somos insanos, um pouco chapados, alguns até drogados, movidos a loucuras, somos netos da ditadura, perdidos ou alinhados, somos tão despreocupados e ao mesmo tempo válidos, às vezes um pouco fechados, mas totalmente abusados, um tanto quanto calados e muitas vezes somos censurados. Proibidos, comandados, sem limites, invasivos, alguns são tão otários outros fazem o extraordinário, uns encontraram a palavra de Deus, outros encontraram a maconha e disseram adeus.

Recaída de uma depressiva

       Já se sentiu sozinho o suficiente pra saber que a sua dor é só sua e que ninguém faz questão de tentar compreendê-la? Eu estou tão perdida que é quase impossível eu ter pelo o que continuar, aos poucos fui me isolando pra não precisar forçar simpatia, fui perdendo a fé e a confiança nas coisas, na vida, em mim. A tristeza é um mar fundo no qual entrei e não sei nadar, não tenho colete e nem bóia, estou sozinha me debatendo numa tentativa de sobreviver, entende? Me disseram que a vida tem o que é de melhor, ainda estou procurando o melhor da minha ou talvez eu só seja mesmo aquela garota estranha da festa que prefere passar uma tarde observando as mais simples coisas pois são nelas que vejo pureza. Eu já sinto tanto a dor que posso dizer que estou me tornando ela, estou me confundindo com a diversidade de lágrimas que ela me traz, estou me entregando pro vazio cheio de sofrimento, falta de sentimento bom.

Projeto Maria Flor, em breve!

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