Adolescente




   Uma ideologia a buscar, um sonho. Uma adolescente fugindo das suas responsabilidades querendo ser criança novamente, talvez ela seja ainda. Meninona. Uma vida quietinha, um caminhar doce. Um jeito estranho de mostrar que não é nada normal; conflitos, amores e dores, tudo isso faz parte da vida dela. Um All Star surradinho, aquela franja de lado e um colar no pescoço, de vez em quando ela aparece em forma bizarra. A indecisão a domina de um jeito meio predominante, ela está cansada de ter que escolher tudo.
  Muito ela pensa, mas se faz de boba. Mas de boba mesmo só tem a mão, ou talvez a cara também. Um rostinho meigo meio estragadinho pela a falta de cuidado. Mas continua perfeito. Tem um sorriso de criança, tão inocente e tão encantador. Pensa mais que o normal, dorme mais do que vive. Pensa mais do que vive. Olhe para ela e veja como seus olhos estão distantes procurando algo, sua mente está um turbilhão. Muito observa, mas pouco repara, tenta entender o comportamento dos outros pois, talvez ela seja uma pequena psicóloga psiquiatra que estuda o comportamento humano. Falando em faculdade, nem isso ela se decidiu ainda, menina indecisa. Muito indecisa. Mas nunca "maria vai com as outras".
  Hoje ela chorou, derrubou um rio em cima da cama, não sabia o que queria pra sua vida, tinha medo do futuro. Outro motivo que a fez chorar foi pensar como a humanidade está perdida. Ela sempre lembra disso quando escuta seu vizinho ouvindo os lixos sonoros dele. Todas as noites, quando ela se deita, já tarde da madrugada, não consegue dormir. Coloca sua cabeça no travesseiro e começa pensar. Às vezes lembra de algum filme de terror e isso a faz ficar meio medrosa, não tem coragem de colocar nenhuma parte do seu corpo pra fora da cama. Muda o pensamento, lembra do seu amor imagina cenas que talvez não vão acontecer. Imagina felicidade.
  Ela está cansada de ver a vida passar e pouca coisa mudar. As coisas não estão tão boas, mas ela continua sorrindo. Afinal, ela aprendeu que seu sorriso é capaz de encantar até mesmo seus inimigos. O importante é ela nunca deixar se abalar pois ela é de ferro, e se não é, a gente finge que é sim.
  Menina vintage, sorridente e aloprada, faz das suas dores um poema, um texto. Menina confusa, das suas indecisões saem as melhores ideias, feiosa em dias que o Universo não está de bem, mas sempre maravilhosa. Uma grande pequena pensadora, ainda vão ver toda a sua capacidade, ainda vão ouvir falar muito dela. Espera só ela crescer mais...


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