Aqui me encontro sozinha, como sempre. Por um bom tempo tive sorte, amigos, pessoas ao redor com múltiplos interesses, também construí uma persona, uma espécie de vida nada realista, onde nada era verdadeiro, mas eu estava indo bem. Agora não tenho nada. Tenho aprendido que pessoas chegam e se vão, às vezes porque querem e às vezes porque precisam ir. Antigamente eu chorava, pois odeio lidar com desapego, mas tem acontecido tanto, que a ideia de deixar partir se tornou mais fácil. A gente se acostuma. Eu pelo menos só não me acostumo com a existência do sentir, porque tenho um péssimo hábito de colocar sentimento em tudo. Nunca gostei de ser fria até ter certeza se a pessoa que vem, é para ficar ou partir, também nunca tenho certeza de nada. Péssimo! Já estava tudo certo e a vida finalmente tomava gosto, eu só estava aqui para brincar e acabei me envolvendo, foi como um "tuf!", as coisas foram rápidas demais e a brincadeira ficou séria. Eu perdi tudo e só sei sentir falta. Burra. Burra mesmo! Coloquei sentimento na personagem que milimetricamente tinha arquitetado para ser insensível, como uma tática de sobrevivência. Meti os pés pelas mãos, acontece, mas fiquei sozinha outra vez. O que me resta é cuidar da minha realidade, que por sinal é bem mais sem graça do que essa versão de mim que contei por aí, me despersonalizei tanto que só me resta encarar quem sobrou aqui. Dar um tempo nessa vida, costurar as novas feridas e entender que não importa quantas faces eu tente mostrar, eu sempre vou me importar muito com quem acaba de chegar. Basta de solidão nesses dois mundos, vou cuidar do real e efetivo. Tchau!
Aqui me encontro sozinha, como sempre. Por um bom tempo tive sorte, amigos, pessoas ao redor com múltiplos interesses, também construí uma persona, uma espécie de vida nada realista, onde nada era verdadeiro, mas eu estava indo bem. Agora não tenho nada. Tenho aprendido que pessoas chegam e se vão, às vezes porque querem e às vezes porque precisam ir. Antigamente eu chorava, pois odeio lidar com desapego, mas tem acontecido tanto, que a ideia de deixar partir se tornou mais fácil. A gente se acostuma. Eu pelo menos só não me acostumo com a existência do sentir, porque tenho um péssimo hábito de colocar sentimento em tudo. Nunca gostei de ser fria até ter certeza se a pessoa que vem, é para ficar ou partir, também nunca tenho certeza de nada. Péssimo! Já estava tudo certo e a vida finalmente tomava gosto, eu só estava aqui para brincar e acabei me envolvendo, foi como um "tuf!", as coisas foram rápidas demais e a brincadeira ficou séria. Eu perdi tudo e só sei sentir falta. Burra. Burra mesmo! Coloquei sentimento na personagem que milimetricamente tinha arquitetado para ser insensível, como uma tática de sobrevivência. Meti os pés pelas mãos, acontece, mas fiquei sozinha outra vez. O que me resta é cuidar da minha realidade, que por sinal é bem mais sem graça do que essa versão de mim que contei por aí, me despersonalizei tanto que só me resta encarar quem sobrou aqui. Dar um tempo nessa vida, costurar as novas feridas e entender que não importa quantas faces eu tente mostrar, eu sempre vou me importar muito com quem acaba de chegar. Basta de solidão nesses dois mundos, vou cuidar do real e efetivo. Tchau!
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