Voltando à rotina



    Eu voltei. 

    Voltei com todos os meus erros que tentam expressar a minha dor e os meus dias de tristeza, que sempre existiram, mas estive tentando esconder. Voltei com as minhas loucuras e os meus dias de solidão de assumir que eu me recuei e me tranquei, porque o mundo lá fora faz o juízo do julgador. Mas agora tenho criado forças e estou disposta a enfrentá-lo, pois já não tenho medo do mal que possam tentar me causar. Eu ainda tenho muita fé no meu Deus que diz que não devo temer. O jeito é enfrentar, não permitirei que me abalem, não demonstrarei fraqueza, eu sou maior que essas humilhações constantes que sofro. 
    Voltei a falar sobre o que sinto, pois se não posso dizer a alguém, que pelo menos seja em algum lugar, onde pessoas possam ler e quem sabe, se identificarem. Voltei com a vontade de fazer tudo diferente, com a mesma certeza de quando eu podia me expressar e dizer o que penso e o que sinto. Não posso mais permitir que silenciem o que quero repetir quantas vezes forem possíveis, é a minha história. Ainda tenho pensamentos tão insanos, minha mente sempre está tumultuada, mesmo assim não quero ser só mais uma nesse milhão hipócrita. Gostaria de fazer a diferença e provar que a vida é muito mais do que as pessoas veem. 
    Eu não desisto da ideia de enxergar com clareza o azul do céu e o colorido da vida, porque o preto e branco que a tristeza traz, já conheço muito bem. É muito ruim quando se está na escuridão, no fim de tudo, no fim do mundo. É triste. Você cria uma espécie de vício até se convencer de que não quer sair, então um dia se lembra do brilho do sol e decide fugir, você tenta. Talvez não há nada que me impeça, exceto o vazio que carrego comigo desde que me entendo por gente. Eu voltei, mas agora sem medo e acredito fielmente que estou no meio do caminho, cruzarei toda essa trilha de solidão e não vou desistir de sentir o calor que uma mente sã traz. 
 

 


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