Lá vem ela se aproximando, bem mansa e serena trazendo uma espécie de frio e arrepio na minha espinha. Eu já posso sentir, eu já estou mal. Por anos me perseguindo, me consumindo, me confundindo, me devorando, ela vem sem pudor nenhum porque conhece o seu hospedeiro; meu corpo. Tento arduamente dizer que estou bem e ficar bem, pegar leve, mas é como se algo estivesse me puxando pra baixo, como se eu lutasse em vão, como se ela esperasse meu cansaço por tanto lutar e nada acontecer. Deus misericordioso, te clamo e digo; olhe por mim porque só O Senhor sabe a minha luta diária que é conviver com isso e ainda assim não surtar. Eu fico aqui ansiosa e com medo porque sei que uma hora ou outra ela vai aparecer e me sugar, até não ter mais nada e ai ela desaparece por um curto período, esperando eu me reerguer para assim, surgir novamente. Vocês dizem que estresse é o mal do século, eu digo que é tristeza, como poderei explicar a minha família que não é falta de interesse e sim uma dif...